Associação Académica
SER JOVEM
Importa, no “mês da juventude”, fazer-se uma reflexão sobre o que ela tem sabido buscar, o que tem conseguido ganhar, o que tem ousado dispensar.
Afinal a juventude é a fase entre infância e a fase Adulta e é, segundo a opinião de muitos, a melhor fase que um ser humano vive por ser nela que se tem as oportunidades e experiências mais gritantes, o vigor, a criatividade, o êxtase, etc. Até parece ser a fase de poder tudo, querer cada vez mais, descobrir o oculto, inovar as invenções, colorir as criações.
Muitos têm a oportunidade de viver a “mocidade” da melhor forma possível, outros nem por isso. Porém, todos têm o poder de fazer melhor. Mas, infelizmente, também é frequente que muitos não saibam claramente que têm esse “poder fazer” e perdem-se mesmo sem sequer se encontrarem.
Penso que muitos valores foram corrompidos, por diversos motivos e o jovem hoje preocupa-se mais com coisas que infelizmente não fazem crescer intelectualmente, que pervertem a sua espiritualidade, que perigam o futuro da saúde física e mental. Eis o legado que lamentavelmente está a ser deixado para as gerações vindouras: Fé sem obras, alimentação descuidada, consumo frequente de bebida alcoólica, festas cujos títulos falam por si, violência a título de auto-defesa, etc.
Nós somos o modelo dos que hoje são adolescentes e se a juventude estiver corrompida, inevitavelmente, passará a mesma corrupção aos mais novos.
Cada jovem precisa gostar de ser “o melhor” nas coisas que edificam e não nas coisas destrutivas, que não ajudam ninguém, logo, não edificam a sociedade. Devemos deixar as coisas que em nada nos ajudam, para construirmos um país (senão um mundo) melhor.
Temos o “Poder Fazer”. Falta-nos talvez explorar a nossa capacidade de execução.
Taínes Alexandre Domingos.


